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Dados históricos robustos e precisos para decisões embasadas e seguras.
As teleconferências de resultados sempre foram a fonte mais rica e a menos aproveitada do mercado. Mas agora, a Economatica passou a transformá-las em dado comparável.
Toda temporada de resultados repete o mesmo enredo. Em poucas semanas, dezenas de companhias abrem suas teleconferências e os executivos comentam demanda, margens, custos, investimento, guidance (as projeções da própria empresa) e a leitura que fazem do ambiente econômico. É informação pública e valiosa. Mesmo assim, ela fica dispersa em horas de áudio, PDFs e transcrições pouco estruturadas, e nenhum analista, por melhor que seja, acompanha tudo. Some-se a isso a diplomacia do discurso: a resposta raramente vem direta. O que importa costuma estar no tom, na ênfase e no que mudou desde o trimestre anterior, sobretudo na sessão de perguntas dos analistas, onde o gestor responde sem roteiro.
Foi pensando nisso que a Economatica desenvolveu seu modelo de inteligência para ler essas teleconferências e extrair o ICEE, o Índice de Confiança Empresarial Economatica. O índice mede a confiança que a administração transmite ao falar, e não a opinião da Economatica sobre a empresa. Ele não é um número solto. A confiança é decomposta em vários aspectos, como momento do negócio, demanda, margens, perspectiva à frente, investimento, pressão de custos e risco macro, e cada leitura permanece ancorada em trechos citáveis da própria transcrição. Vale lembrar que o ICEE acompanha o ciclo de resultados, é recalculado a cada trimestre e é estimado para as companhias com teleconferência disponível, com cobertura em expansão. Ele não substitui a análise fundamentalista; adiciona uma camada que os números sozinhos não entregam, acessível em linguagem natural pelo MCP da Economatica. No 1T26, a leitura agregada do mercado ficou em 41,2, praticamente estável no trimestre.
Vale deixar claro o que está sendo medido. O ICEE capta a confiança que a própria administração transmite na call, a leitura da empresa sobre a empresa, dita por seus executivos. Igualmente importante é o que ele não é. O índice não é recomendação de compra ou venda, não é rating de crédito e não é projeção de retorno ou preço-alvo. É um indicador descritivo, nos termos da Resolução CVM nº 20/2021: ele descreve o tom do discurso, não emite opinião sobre o ativo.
A leitura tem escala. O número agregado, o ICEE propriamente dito, vai de -100 a +100. Acima de zero, a administração se mostra predominantemente confiante; abaixo, predominantemente cautelosa; e quanto maior o valor, mais otimismo no discurso e nas respostas. Ao descer para setor e empresa, a escala é normalizada de -1 a +1, mesma ideia em outra régua. Há ainda a variação contra o trimestre anterior, o delta, que costuma dizer mais que o nível absoluto, porque mostra se a confiança está subindo ou esfriando.
A forma mais simples de enxergar o índice é como um zoom, do humor do país inteiro até uma empresa específica. No nível geral está o ICEE, o humor médio do empresariado nacional, ponderado pelo tamanho das companhias, na escala de -100 a +100. No nível setorial vem a confiança de cada setor da B3, de tecnologia a saúde, de -1 a +1. E no nível da empresa, a leitura individual, ticker a ticker, de PETR4 a VALE3, acompanhável trimestre a trimestre. Do retrato do país inteiro até uma companhia, e quem quiser ainda pode abrir o índice em recortes mais finos.
A matéria-prima é a fala real da call. O ICEE é construído a partir das transcrições das teleconferências de resultados das companhias da B3, captadas pela própria Economatica. Cada leitura permanece auditável até a frase: dá para descer do número aos trechos citáveis que o sustentam, do índice ao verbatim. O sinal mais fino não mora no discurso preparado, ensaiado e otimista por natureza, e sim no Q&A, quando o executivo responde, ou se esquiva, às perguntas dos analistas. A cobertura passa de 115 companhias por trimestre, ponderada por tamanho de empresa, de modo que o índice reflete o peso real de cada companhia no mercado. A metodologia é proprietária Economatica.
A primeira leitura é a fotografia da temporada. No 1T26, Tecnologia da Informação entra no topo, com 0,68, e Bens Industriais fecha a fila, com 0,26. Num relance, dá para ver quem chega confiante e quem chega cauteloso.
Gráfico 1. Índice de Confiança Empresarial Economatica (ICEE) por setor, 1T26.

Fonte: ICEE, Índice de Confiança Empresarial Economatica (indicador proprietário, derivado da fala da administração nas teleconferências de resultados).
Confiança tem nível e tem direção, e a tabela a seguir combina as duas. Note que há setores altos mas perdendo fôlego, como Utilidade pública, que recua 0,10 no trimestre, enquanto Consumo não cíclico avança 0,27, a maior virada de tom da temporada.
Tabela 1. Ranking setorial do ICEE no 1T26 e variação no trimestre.
| Setor | ICEE (1T26) | Variação no trimestre |
| Tecnologia da Informação | 0,68 | +0,12 |
| Comunicações | 0,60 | -0,01 |
| Consumo não cíclico | 0,52 | +0,27 |
| Petróleo, Gás e Biocombustíveis | 0,49 | -0,01 |
| Saúde | 0,48 | -0,06 |
| Consumo cíclico | 0,46 | -0,05 |
| Materiais básicos | 0,41 | +0,07 |
| Financeiro | 0,36 | -0,02 |
| Utilidade pública | 0,33 | -0,10 |
| Bens industriais | 0,26 | 0,00 |
Fonte: ICEE, Índice de Confiança Empresarial Economatica. Indicador descritivo (CVM Res. 20/2021).
A confiança não é estática, e o histórico revela inflexões. Tecnologia sobe de forma consistente desde o 1T25; Consumo não cíclico desenha um vale e volta com força no 1T26; o Financeiro oscila perto da estabilidade. Quem só olha o trimestre corrente perde o movimento.
Gráfico 2. Evolução trimestral do ICEE em três setores, do 1T25 ao 1T26.

Fonte: ICEE, Índice de Confiança Empresarial Economatica (indicador proprietário).
Por fim, o número agregado esconde o que acontece empresa a empresa. Dentro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, a PRIO aparece isolada na liderança, com 0,77 e a maior alta do setor, mais de 0,40 no trimestre, puxada por momento de negócio e margens no teto da escala, enquanto a Petrobras fica abaixo da média setorial. É aqui que o índice prova seu valor: ele capta a mudança de tom que costuma anteceder a virada nos números.
Gráfico 3. ICEE das companhias do setor de Petróleo, Gás e Biocombustíveis no 1T26, com a média do setor.

Fonte: ICEE, Índice de Confiança Empresarial Economatica (indicador proprietário).
No fim, o ICEE organiza em escala o que antes era artesanal e disperso. E se você pudesse ler a confiança de todo o mercado antes de ela aparecer nos balanços? Venha conhecer o ICEE e mude a forma como você acompanha as calls de resultados das empresas.
Ficha técnica. Período de referência: 1T26. Natureza: indicador proprietário e descritivo da confiança expressa pela administração em teleconferências de resultados de companhias listadas na B3, com cobertura em expansão. Escala de setor e empresa de -1 a +1; leitura agregada de mercado em escala própria. Publicação: junho de 2026.
O ICEE, Índice de Confiança Empresarial Economatica é um indicador quantitativo e descritivo da confiança expressa pela administração das companhias em suas teleconferências de resultados. Não é recomendação de investimento, rating nem projeção de retorno (CVM Resolução 20/2021). Avalie qualitativamente com seu assessor.
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