Kento Workspace
Seu acesso ao agente de IA e a todos os serviços da Economatica, em qualquer dispositivo.
As 144 empresas que compõem o IBrA (Índice Brasil Amplo) perderam R$ 769,3 bilhões em valor de mercado no pregão de segunda-feira, 26 de outubro de 2026, o primeiro depois do 2º turno da eleição presidencial. O valor somado passou de R$ 5,56 trilhões no fechamento de sexta-feira, 23 de outubro, para R$ 4,79 trilhões, uma queda de 13,8% em um único dia.
Para dar dimensão: a perda do dia é maior que o valor de mercado inteiro da Petrobras, a maior empresa da B3, que fechou a segunda-feira avaliada em R$ 745,9 bilhões.

O Ibovespa caiu 13,88%, aos 176.608,23 pontos, com acionamento do circuit breaker. Na série diária dos últimos dez anos, só dois pregões tiveram quedas maiores, ambos em março de 2020, no início da pandemia: 12 de março (−14,78%) e 16 de março (−13,92%). A queda de 26 de outubro superou a de 18 de maio de 2017, dia da divulgação da delação da JBS (−8,80%). Com o resultado, o índice fechou abaixo do nível de 2 de outubro, antes do 1º turno (192.114 pontos), no menor patamar desde o fim de agosto.

O movimento atingiu também o câmbio e os juros. O dólar comercial subiu 8,21%, para R$ 5,40, e a taxa do DI para janeiro de 2029 passou de 12,60% para 15,03%. Entre os índices da B3, as maiores quedas foram dos segmentos mais sensíveis a juros e à atividade doméstica:
No pregão de 5 de outubro, o primeiro depois do 1º turno, as mesmas 144 empresas haviam ganhado R$ 399,3 bilhões em valor de mercado. A perda de 26 de outubro é 1,9 vez esse ganho e deixou o valor somado abaixo dos R$ 5,13 trilhões registrados em 2 de outubro, antes do 1º turno.

Como o real também perdeu valor, a queda em moeda americana foi maior. Convertido pelo dólar de fechamento de cada dia, o valor somado das 144 empresas passou de US$ 1,11 trilhão para US$ 887 bilhões, queda de 20,4%. O conjunto voltou a valer menos de US$ 1 trilhão, marca que havia recuperado depois do 1º turno.

Em reais, as maiores perdas ficaram com as maiores empresas. BTG Pactual, Itaú Unibanco e Petrobras somaram R$ 222,6 bilhões a menos, mais do que os três haviam ganhado em 5 de outubro, e as dez maiores perdas responderam por 57% do total.
A queda devolveu o ranking das empresas mais valiosas à ordem de antes do 1º turno. A Vale passou o BTG Pactual e voltou a ser a terceira maior empresa do levantamento, com R$ 274,0 bilhões, atrás de Petrobras e Itaú. A WEG, por sua vez, voltou a superar o Bradesco.

Por setor, o financeiro perdeu R$ 348,2 bilhões, 45% do total, com queda de 18,0% no valor de mercado do grupo; as 21 empresas do setor caíram. Só os cinco maiores bancos — Itaú Unibanco, BTG Pactual, Bradesco, Banco do Brasil e Santander — perderam R$ 254,9 bilhões. Na sequência vieram utilidade pública (R$ 126,4 bilhões) e consumo cíclico (R$ 91,8 bilhões).
Em termos percentuais, consumo cíclico foi o setor que mais caiu, com queda de 36,4% e todas as 36 empresas no negativo. Materiais básicos foi o único setor a ganhar valor (+2,0%).

Em oito dos dez setores da B3, a maior queda do dia passou de 30%. Os destaques negativos foram Simpar no financeiro (−64,9%), Quero-Quero em consumo cíclico (−63,9%) e Ecorodovias em bens industriais (−60,5%). A Simpar é uma holding; entre as demais empresas do setor financeiro, a maior queda foi a da B3 (−36,3%). Só em comunicações a maior queda ficou abaixo de 10%, com a Telefônica Brasil (−5,4%).

Embora concentrada em valor, a queda foi generalizada: 134 das 144 empresas fecharam em baixa, 82 delas com perda de 20% ou mais, e a variação mediana foi de −23,0%. Dez empresas perderam mais da metade do valor de mercado, a maioria sensível a juros e crédito: Simpar (−64,9%), Quero-Quero (−63,9%), Ecorodovias (−60,5%), Movida (−58,5%), Magazine Luiza (−58,2%), Vamos (−56,8%), Hapvida (−54,9%), Armac (−53,1%), Grupo SBF (−51,4%) e JSL (−50,3%).
Só nove empresas subiram, quase todas exportadoras, para as quais a alta do dólar aumenta a receita em reais. Os maiores ganhos foram de Vale (+R$ 10,6 bilhões), WEG (+R$ 7,5 bilhões), Embraer (+R$ 5,6 bilhões) e Suzano (+R$ 5,4 bilhões).


Valor de mercado é o preço da ação multiplicado pela quantidade de ações. Ele mede como o mercado avalia as empresas em um dado momento, não o patrimônio nem o caixa delas, e pode oscilar com a mesma intensidade nos próximos pregões.
A soma inclui holdings como Itaúsa e Bradespar, cujo valor depende em boa parte das empresas que controlam, o que conta uma parcela do valor duas vezes. Excluindo Itaúsa, Bradespar, Metalúrgica Gerdau e Simpar, a perda do dia é de R$ 741,3 bilhões.
Este conteúdo é uma análise quantitativa baseada em dados de mercado e não constitui recomendação de investimento (Resolução CVM 20/2021).

Solicite uma demonstração e veja como aplicar a mesma análise no seu time.
Escolha onde fazer login